Eu já escrevia antes da IA – Crônica de Elton Tavares

Crônica de Elton Tavares
Sou jornalista há quase 20 anos, especializado em assessoria de comunicação. Além desse trabalho, vivo de palavras neste site há 16 verões. Publiquei três livros: “Crônicas de Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias” (2020), “Papos de Rocha e outras crônicas no meio do mundo” (2021) e “Antolobares” (2025). Escrevo, em sua maioria, textos autobiográficos baseados em fatos que vivi ou presenciei. Em outros, misturo ficção, potocas engraçadas e deixo claro que é algo inventado.
Dito isso, registro: escrevo sobre “issos” e “aquilos” muito antes da existência da Inteligência Artificial (IA). Mas por que abordar isso agora? Recentemente, alguém comentou: “Muito bem escrita essa tua crônica. Foi tu mesmo que escreveu ou foi IA?”. Respondi que não foi a IA, nunquinha. E não desmereço a tecnologia, que até cria textos diversos e tals, e é eficaz em várias áreas e frentes para a sociedade moderna.

Mas literatura, para mim, precisa vir diretamente da cabeça do escritor, seja poeta, contista ou cronista. “Nada de imitar seja lá quem for. Temos de ser nós mesmos. Ser núcleo de cometa, não cauda. Puxar fila, não seguir”, disse Monteiro Lobato. Continuo sempre movido por coisas assim.
Cito meu amigo Ronaldo Rodrigues, escritor e poeta: “Sabe esse papo de Inteligência Artificial? Pois é! Quero entrar na era da Inteligência Primordial, aquela que não depende de aplicativos. Pensem nisso”. Ele encerra citando John Lennon: “Você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único. Imagine tudo isso”.

Quem escreve crônicas, poesias ou contos cria universos e preserva memórias. Resgata tradições, fortalece identidades e valoriza a cultura. Sigo movido pela originalidade e inspiração. Mesmo com o advento da IA, acredito que a originalidade permanece sagrada. É isso.
Crônica de Elton Tavares



