TJ Amapá

Servidor do TJAP é aprovado em concurso para juiz substituto do Tribunal de Justiça do Tocantins

Amapaense aprovado no TJTO atuou por sete anos no Tribunal de Justiça do Amapá e atribui conquista à disciplina, à experiência profissional e ao apoio da família.

A dedicação aos estudos, a experiência no serviço público e a atuação no Poder Judiciário levaram o servidor do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJAP), Adriel Dias Braga Ribeiro, a conquistar a aprovação no concurso para juiz substituto do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO). O resultado representa um marco em sua trajetória profissional e evidencia a preparação técnica e a experiência adquirida ao longo dos anos no Judiciário amapaense.

Natural de Macapá, Adriel é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e possui pós-graduação em Direito das Famílias e em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, ambas pela Faculdade Famart. Também é autor do livro A Tutela Jurídica das Uniões Simultâneas e o Princípio da Afetividade, voltado ao estudo da proteção jurídica das uniões simultâneas sob a perspectiva do Direito das Famílias.

Antes de ingressar no TJAP, atuou durante 11 anos na Polícia Militar do Amapá, entre 2008 e 2019. Aprovado em concurso público do Tribunal, tomou posse como técnico judiciário em 2019. Iniciou as atividades na Vara de Execução Penal e, três meses depois, passou a exercer a função de assessor jurídico da juíza Marina Lustosa, com atuação nas comarcas de Calçoene, Porto Grande, Santana e, atualmente, na 3ª Vara Criminal e Auditoria Militar de Macapá.

Segundo Adriel Ribeiro, foi a vivência diária ao lado da magistratura que consolidou sua decisão de seguir a carreira de juiz.

Adriel Ribeiro, aprovado no concurso para juiz substituto do TJTO

“Fui aprovado no concurso do Tribunal de Justiça em 2014 e nomeado em 2019 para o cargo de técnico judiciário. Depois de três meses na Vara de Execução Penal, fui convidado pela juíza Marina Lustosa para atuar como assessor jurídico. Trabalhamos em Calçoene, Porto Grande, Santana e agora na 3ª Vara Criminal e Auditoria Militar de Macapá. Foi no exercício dessa função que percebi que essa era minha vocação”, afirmou.

Embora tenha iniciado a graduação em Direito em 2011, o servidor destaca que foi a experiência profissional no TJAP que fortaleceu sua decisão de disputar a magistratura. Em outubro de 2022, iniciou uma preparação direcionada para concursos da carreira.

“Durante a faculdade tive contato com professores, juízes, promotores e desembargadores. Esse ambiente despertou meu interesse pelo Judiciário. Quando passei a trabalhar diretamente com um juiz de Direito, compreendi que era esse o caminho que queria seguir. Em outubro de 2022 iniciei os estudos específicos para a magistratura e, agora, em 2026, recebo esse resultado tão gratificante”, destacou.

O concurso para juiz substituto do TJTO foi realizado ao longo de mais de um ano e contou com cinco etapas, incluindo prova objetiva, provas escritas, investigação social, exames de saúde física e mental, avaliação psicológica, prova oral e análise de títulos, exigindo dos candidatos preparo técnico, equilíbrio emocional e dedicação contínua.

Ao longo da preparação, Adriel afirma que o apoio da família foi determinante para manter o foco nos estudos.

“Minha família foi a base de tudo. Meus pais sempre me deram apoio, orientação e investiram na minha educação. Eles merecem toda homenagem neste momento”, ressaltou.

O futuro magistrado também reconheceu o incentivo recebido da juíza Marina Lustosa, com quem trabalhou desde o início da carreira como assessor jurídico.

“A juíza Marina Lustosa sabia que eu estudava para concursos. Conversávamos muito sobre esse objetivo e ela sempre me apoiou. Quando precisei me ausentar para realizar provas, a magistrada nunca criou obstáculos. Pelo contrário, construiu pontes para que eu pudesse alcançar esse resultado”, afirmou.

Com experiência na área criminal e em processos relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher, Adriel pretende exercer a magistratura pautado na sensibilidade, na dignidade da pessoa humana e na efetivação da Justiça.

“Espero exercer a magistratura com sensibilidade, sempre atento aos princípios da dignidade da pessoa humana, da racionalidade das decisões judiciais e da promoção da Justiça, conforme determina o Estado Democrático de Direito”, declarou.

Sobre a especialização em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, ele explica que o interesse pelo tema foi ampliado pela atuação profissional nas comarcas onde trabalhou.

“É uma área que exige um olhar sensível do Poder Judiciário. A experiência nas comarcas onde trabalhei me permitiu compreender essa realidade e me motivou a aprofundar os estudos para oferecer uma resposta cada vez mais qualificada”, afirmou.

Ao iniciar uma nova etapa da carreira, Adriel Ribeiro destaca que levará para a magistratura os conhecimentos e valores construídos ao longo da trajetória no Amapá.

“Pretendo levar do Amapá todo o carinho, aprendizado e os valores que recebi da minha família, além dos ensinamentos adquiridos no Tribunal de Justiça. Essa formação foi fundamental para que eu alcançasse essa conquista”, concluiu.

Fonte: TJAP

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