Casos graves de síndromes respiratórias caem quase 65% entre junho e agosto no Amapá


Os registros de síndromes respiratórias apresentam tendência de queda no Amapá após o aumento observado em junho. Dados do Núcleo de Epidemiologia do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) mostram redução tanto nos casos de Síndrome Gripal (SG) quanto nos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), doenças que atingem principalmente crianças e idosos.
Os casos graves caíram de 239, em junho, para 123 em julho e 84 em agosto — uma redução de quase 65% no período. O resultado de agosto também ficou abaixo dos 86 registros contabilizados no mesmo mês de 2025.
Em relação à síndrome gripal, foram registrados 2.028 casos em junho deste ano, contra 497 no mesmo mês de 2025. Em julho, o número recuou para 731 e chegou a 548 em agosto.
Segundo a área técnica, a diferença em relação ao ano passado também está ligada à ampliação dos critérios de notificação adotada pelo Ministério da Saúde no início de 2026. Sintomas como dor de garganta, que antes não eram contabilizados como síndrome gripal, passaram a integrar os registros.

“Mesmo com a redução dos casos, é importante que as famílias continuem atentas. Manter a vacinação em dia, adotar medidas de prevenção e evitar o contato com pessoas que apresentam sintomas são atitudes fundamentais para reduzir a transmissão e prevenir novos ciclos de contágio”, orientou a responsável técnica pelo Núcleo de Epidemiologia do HCA, enfermeira Ingrid Martins.
HCA ampliou atendimento às crianças
Durante o período de maior circulação das doenças respiratórias, a rede estadual ampliou a assistência pediátrica. Entregue à população em abril deste ano, a nova estrutura do HCA aumentou a capacidade de atendimento e contribuiu para dar maior agilidade aos cuidados oferecidos às crianças.

“Com a nova estrutura, conseguimos ampliar nossa capacidade de atendimento e oferecer uma assistência mais ágil e segura às crianças. O trabalho integrado das equipes foi fundamental para garantir que os pacientes recebessem o cuidado necessário, especialmente nos períodos de maior demanda”, destacou a diretora do HCA, Cleude Rodrigues.
Apesar da redução dos casos, a orientação é manter a caderneta de vacinação atualizada, adotar medidas de higiene, evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas respiratórios e procurar uma unidade de saúde diante de sinais de agravamento.
*Redação – Portal Amapá News / Foto: Júnior Nery/Sesa



