

O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) deu início, na manhã desta segunda-feira (9), à 32ª Semana Nacional da Campanha Justiça pela Paz em Casa. A cerimônia de abertura ocorreu no auditório da Escola Estadual Professor Lucimar Amoras Del Castillo, em Macapá, e contou com a participação de mais de 60 estudantes, além da equipe da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid/TJAP).


A mobilização, coordenada no estado pelo desembargador Carmo Antônio de Souza, segue até o dia 13 de março em todas as comarcas do Amapá. O objetivo é intensificar a realização de audiências e o julgamento de processos relacionados à violência doméstica e familiar, incluindo casos de feminicídio. Além da força-tarefa Judiciária, a campanha promove atividades educativas e de sensibilização junto à comunidade.
Na entrada da escola, alunos e professores foram recebidos com a instalação de um banco vermelho e um totem informativo com canais de denúncia e orientações sobre a rede de proteção à mulher. Os símbolos marcam a presença da campanha no ambiente escolar e convidam à reflexão sobre o tema.



O desembargador Carmo Antônio, coordenador da Cevid/TJAP, destacou a importância de levar o debate para dentro das escolas. “A Semana da Justiça pela Paz em Casa não se resume ao julgamento de processos. Ela também cumpre um papel pedagógico fundamental. Estar aqui, em um diálogo direto com jovens, plantando sementes de respeito e igualdade, é tão importante quanto a prestação jurisdicional”, afirmou o magistrado.

A abertura da programação marcou também o 1º Encontro do Projeto Divas Tucuju de 2026, iniciativa da Cevid/TJAP que promove orientação e conscientização sobre prevenção e enfrentamento da violência em ambientes escolares e familiares. A proposta é dialogar com estudantes e a comunidade escolar sobre respeito, igualdade e a desconstrução de padrões que naturalizam a violência.
A secretária da Cevid/TJAP, Sônia Ribeiro, explicou a dinâmica do projeto. “O Divas Tucuju realiza rodas de conversa ao longo do ano, com abordagem de temas como desigualdade de gênero, padrões sociais e possibilidades de vida. Estudantes participam ativamente e, ao final, produzem cartazes que representam os aprendizados construídos coletivamente”, disse.
A diretora da Escola Estadual Professor Lucimar Amoras Del Castillo, Selma Rocha, celebrou a parceria com o Judiciário. “Receber o Tribunal de Justiça em nossa escola é uma honra. Trabalhamos diariamente a formação cidadã dos nossos alunos, e essa ação vem ao encontro do que acreditamos. Falar sobre respeito, igualdade e prevenção da violência é essencial para que esses jovens se tornem adultos conscientes e agentes de transformação na sociedade”, declarou.
A estudante Kassiane Santana, aluna da escola, compartilhou sua percepção sobre a atividade. “A palestra faz a gente refletir sobre coisas que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia. Aprendi sobre os tipos de violência, os canais de denúncia e a importância de respeitar o próximo. Levo esse conhecimento para minha vida e para minha família”, relatou.
Sobre a campanha
Criada em março de 2015, a Campanha Justiça pela Paz em Casa ocorre três vezes ao ano, com semanas de esforço concentrado realizadas em março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher; agosto, mês da sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006); e novembro, quando a Organização das Nações Unidas instituiu o dia 25 como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.
Além de ampliar o número de audiências e julgamentos, a campanha também promove atividades interdisciplinares que buscam dar visibilidade ao tema e sensibilizar a sociedade para a realidade da violência enfrentada por mulheres no país.
Projeto Divas Tucuju
Lançado em 18 de agosto de 2025, durante a abertura da 30ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, o Projeto Divas Tucuju tem como objetivo promover orientação e conscientização sobre a prevenção e o enfrentamento da violência em ambientes escolares e familiares.
Ao longo de dez encontros realizados entre setembro e novembro de 2025, estudantes participaram de rodas de conversa sobre desigualdade de gênero, padrões sociais e possibilidades de vida. As atividades culminaram na produção de cartazes que representaram os aprendizados construídos coletivamente pelos participantes.



