CDSA registra crescimento na navegação interior e fortalece papel estratégico do Porto de Santana

A Companhia Docas de Santana (CDSA) alcançou, em 2025, um resultado expressivo na navegação interior brasileira. O Porto de Santana movimentou 1.182.994 toneladas de cargas por hidrovias, por meio de balsas graneleiras — volume que representa crescimento de 35,5% em comparação com 2024. O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento no descarregamento de grãos: a movimentação de soja cresceu 63,2%, enquanto o milho registrou alta de 42%.
O desempenho reforça a consolidação da chamada Rota Norte como alternativa logística eficiente e competitiva para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste, especialmente do Mato Grosso, maior produtor de grãos do país.
Logística mais curta e eficiente
A vantagem competitiva do corredor logístico começa na origem da carga. Quando os grãos partem de Sorriso (MT) com destino aos portos tradicionais do Sul e Sudeste, o trajeto rodoviário ultrapassa dois mil quilômetros: são cerca de 2.214 km até Paranaguá (PR) e 2.066 km até Santos (SP).
Pela Rota Norte, o percurso se torna significativamente mais eficiente. De Sorriso até o terminal de Miritituba (PA), são aproximadamente mil quilômetros por rodovia. A partir desse ponto, a carga segue por cerca de 820 quilômetros de hidrovias até o Porto de Santana (AP), transportada por balsas graneleiras.
A substituição de longos trechos rodoviários pelo transporte aquaviário reduz custos, melhora a previsibilidade logística e aumenta a eficiência no escoamento da safra. Estimativas indicam que a saída pelo Norte pode reduzir em até 34% o custo do frete para a produção do Centro-Oeste.
Além disso, o embarque internacional a partir da região Norte facilita o acesso ao Canal do Panamá, reduzindo em cerca de quatro dias o tempo de viagem de ida e volta entre o Brasil e a China — vantagem estratégica para o comércio global.
Operações em grande escala
A navegação fluvial também se destaca pela capacidade operacional. Um único comboio formado por 20 balsas graneleiras transporta aproximadamente 56 mil toneladas de grãos, com cada barcaça tendo capacidade para 2.800 toneladas.
Em termos comparativos, essa carga equivale ao transporte realizado por cerca de 1.120 rodo-trens, considerando veículos com capacidade média de 50 toneladas. O modelo contribui para diminuir o tráfego pesado nas rodovias, reduzir o desgaste da infraestrutura e mitigar impactos ambientais.
Alternativa aos gargalos logísticos
Outro fator que tem impulsionado a movimentação no Porto de Santana é a busca do setor produtivo por rotas alternativas diante dos gargalos enfrentados em portos tradicionais, como Santos (SP) e Paranaguá (PR), onde filas e longos tempos de espera podem elevar custos e comprometer cronogramas de embarque.
Nesse cenário, o porto amapaense se destaca pela menor saturação operacional e maior fluidez nas operações de carga e descarga.
Norte ganha protagonismo logístico
O crescimento de 35,5% registrado em 2025 reforça o papel da CDSA como agente estratégico no desenvolvimento logístico regional e nacional. A ampliação do uso das hidrovias fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro, estimula a integração multimodal e posiciona a região Norte como um corredor logístico cada vez mais relevante para o comércio exterior.
Com resultados consistentes e perspectivas de expansão, a navegação interior em Santana deixa de ser apenas uma alternativa e passa a ocupar posição central na estratégia de escoamento da produção agrícola do país.
Fonte: Companhia Docas de Santana



