Saúde

Nutrição hospitalar integra tratamento de pacientes internados no Hcal, em Macapá

Equipe formada por 27 nutricionistas e oito técnicos acompanha o estado clínico dos pacientes e planeja cerca de 37,4 mil refeições por mês.

A alimentação dos pacientes internados no Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal), em Macapá, é planejada de acordo com o diagnóstico, exames, restrições alimentares e evolução clínica de cada pessoa. O acompanhamento é realizado pelo Serviço de Nutrição e Dietética da unidade e integra o tratamento desde a admissão até a alta hospitalar.

A equipe conta com 27 nutricionistas e oito técnicos em nutrição. Por mês, são elaborados cardápios para uma média de 37.475 refeições, incluindo desjejum, lanches, almoço, jantar e ceia.

O atendimento nutricional começa com a análise do prontuário, da prescrição médica e dos exames laboratoriais, além da triagem para identificar possíveis riscos nutricionais. Também são considerados fatores como diagnóstico, estado clínico, restrições e capacidade de alimentação.

Segundo a responsável técnica pelo serviço, nutricionista Mara Santos, o acompanhamento também ocorre diretamente nos leitos.

Nutricionista Mara Santos

“O nutricionista também visita o paciente no leito para verificar a aceitação das refeições, intolerâncias, apetite, náuseas e alterações intestinais, entre outros fatores, como a própria capacidade de mastigação. A partir desse acompanhamento, são definidas as necessidades de energia, proteínas, líquidos e outros nutrientes, com possibilidade de mudanças na consistência e na composição da dieta conforme a evolução clínica”, explica.

A partir dessas avaliações, a dieta pode ser modificada durante a internação para acompanhar as condições e necessidades do paciente. O processo também segue protocolos de segurança para evitar erros na identificação e distribuição das refeições.

“Nosso objetivo é garantir que a alimentação seja um fator favorável à recuperação, respeitando as necessidades individuais de cada paciente e evitando qualquer risco que possa comprometer o tratamento”, afirma Mara Santos.

Cerca de 37,4 mil refeições por mês

As refeições são produzidas por uma empresa terceirizada, seguindo os cardápios planejados e os mapas de dietas atualizados pelo hospital. O processo passa pela seleção e conferência dos alimentos, higienização, preparo, cocção, porcionamento e identificação antes da distribuição aos pacientes.

As refeições são organizadas em carros de distribuição e entregues nos horários definidos pela unidade hospitalar. A identificação individual é uma das etapas utilizadas para garantir que cada paciente receba a dieta prescrita.

O acompanhamento continua durante toda a internação. Conforme a aceitação dos alimentos e a evolução clínica, os profissionais podem fazer novos ajustes em conjunto com a equipe multiprofissional.

A nutricionista alerta ainda que familiares devem evitar oferecer alimentos aos pacientes sem autorização da equipe responsável.

“A alimentação hospitalar não é apenas uma refeição servida ao paciente. Ela integra o tratamento. Durante a internação, acompanhamos a aceitação e a evolução e fazemos os ajustes necessários em conjunto com a equipe multiprofissional. Por isso, é fundamental que familiares não ofereçam alimentos sem autorização, porque até um alimento comum pode interferir no tratamento ou colocar o paciente em risco”, reforça Mara Santos.

*Redação – Portal Amapá News / Foto: Gabriel Maciel/Sesa

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