


Trinta educadores da escola InterGênius participam da Formação de Facilitadores de Práticas Restaurativas na Educação, uma iniciativa das Promotorias da Infância e Juventude de Macapá. Voltada para a capacitação de gestores, técnicos e educadores escolares, a formação é uma das ações do projeto “MP Vai à Escola”. A promotora de justiça Samile Alcolumbre fez a abertura da capacitação, nesta segunda-feira (15), que terá a duração de cinco dias e será liderada pela pedagoga do Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (NUPIA), Lidiane Almeida, e por Márcia Faria.
O “MP Vai à Escola” é um projeto criado para a promoção do diálogo com instituições de ensino, a fim de tratar sobre o enfrentamento da violência e conflitos que ocorrem no ambiente escolar. O Núcleo de Mediação, Conciliação e Práticas Restaurativas do MP-AP (NMCPR), pioneiro na implantação da metodologia da prática restaurativa nas escolas do município de Santana, oferece o suporte para a iniciativa em Macapá.
No total, educadores de 11 escolas públicas e da Casa Abrigo já participaram da formação. A escola InterGênius é a primeira da rede particular a disponibilizar o curso para seus servidores.
A diretora-pedagógica do educandário, Marineia Sarmento, explicou que ela e a psicopedagoga fizeram a capacitação no MP-AP, se encantaram e receberam o apoio da direção da escola para levar a formação para o ambiente escolar. “Tem muito a ver com a nossa metodologia. Já realizamos um círculo restaurativo com os pais, que foi muito bem aceito, e, após esta formação, vamos usar as estratégias na sala de aula”, comentou.
Samile Alcolumbre acredita que a formação dos educadores é uma porta de entrada para resolver conflitos e, principalmente, preveni-los. “Cada um pode fazer algo pela paz, e o MP-AP está nas escolas plantando esta semente. Essa forma de diálogo é muito interessante e de resultados, olhando nos olhos, sem classificação, em círculo, uma prática ancestral que, com certeza, todos sairão transformados e prontos para ajudar a construir uma cultura de paz nas escolas”, afirmou a promotora.
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá



