Operação “Contágio”: MP-AP e forças de segurança intensificam combate ao crime no Amapá


Na manhã desta quarta-feira (8), o Ministério Público do Amapá, por meio do seu Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e seu Núcleo de Investigações (Nimp), com o apoio operacional da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/AP), do Canil da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Grupo Tático Prisional do Iapen (GTP), deflagrou a operação “Contágio” para dar cumprimento a 10 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva.
As ordens judiciais foram cumpridas contra membros de uma organização criminosa estruturada para o tráfico de drogas e lavagem de capitais com atuação interestadual e concentração no estado do Amapá, meus líderes são reeducandos do Iapen condenados por crimes graves, que foram auxiliados por esposas e outros familiares fora do sistema prisional.
O principal líder da organização alvo da operação é um ex-servidor terceirizado do Iapen, que trabalhava na área da saúde, mas foi exonerado e preso após algumas operações na Instituição, que o revelou como autor de outros crimes.
As investigações apontaram que outro líder da organização investigada é um reeducando, que, aos 19 anos de idade, foi condenado a 45 anos de reclusão pelo triplo homicídio de membros de uma mesma família: a mãe de 34 anos, o filho de 17 e a filha de 11. Um evento que causou grande comoção na população do estado do Amapá, no ano de 2010.
Estes dois líderes e administraram um grande esquema de corrupção e venda de objetos ilícitos no interior faça Iapen. Recentemente, um deles passou a cumprir sua pena no prédio da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados – APAC de Macapá.
Todos os investigados foram auxiliados por suas companheiras e amigas fora do sistema prisional e, ao todo, no período de 2021 a 2025, a organização criminosa movimentou cerca de 52 milhões de reais em suas contas bancárias, fruto da prática criminosa.
Os mandatos foram cumpridos em Macapá, nas residências nos bairros Buritizal, Infraero I, Marabaixo IV e Nova Esperança, bem como na sede da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados – APAC de Macapá e no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá.
Os investigados poderão responder por crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, integração de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 15 anos de reclusão, além de multa.
Fonte: Ministério Público do Amapá Gaeco/MP-AP



