Amapá reforça prevenção contra incêndios e impactos da estiagem




Representantes das instituições que integram o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais do Estado do Amapá (PPCDAP) se reuniram nesta terça-feira (1º), em Macapá, para definir ações preventivas durante o período de estiagem.
O encontro ocorreu na Sala de Situação e Monitoramento da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e também tratou das iniciativas previstas para o ciclo 2026–2030 do plano.
O planejamento considera os possíveis efeitos do El Niño e inclui o acompanhamento das condições climáticas, dos focos de calor e do nível dos rios. Entre os riscos avaliados estão dificuldades de acesso à água potável, isolamento de comunidades e problemas de saúde provocados pela fumaça.
“A antecipação permite integrar dados, equipes e estratégias para fortalecer a prevenção nos locais com maior risco”, afirmou a secretária adjunta técnica da Sema, Cleane Pinheiro.
Durante a reunião, a Sema apresentou a nota técnica que servirá de base para a portaria sobre o período de proibição do uso do fogo no estado. Também foram definidas as reuniões ordinárias do PPCDAP para o segundo semestre de 2026 e apresentadas as atribuições de cada instituição participante.
Defesa Civil prepara atendimento às comunidades
A Defesa Civil trabalha em parceria com o Corpo de Bombeiros e as equipes de assistência social dos municípios e do Estado para atender comunidades que possam ser afetadas pela estiagem.
A preparação inclui o monitoramento das áreas de risco e a organização do fornecimento de água potável, alimentos e medicamentos, conforme as necessidades de cada região. Bailique e Calçoene estão entre as localidades historicamente mais vulneráveis à estiagem e ao isolamento.
Segundo o coronel Orielson Pantoja, da Defesa Civil, o objetivo é antecipar informações e estruturar uma resposta rápida para levar assistência às comunidades atingidas.
El Niño pode prolongar estiagem
O meteorologista Jefferson Vilhena, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), alertou que o El Niño pode intensificar a estiagem e prolongar seus efeitos até o início de 2027.
“A expectativa é de maior atenção durante o pico da estiagem, tradicionalmente registrado entre outubro e novembro. O monitoramento aponta redução nos níveis de água dos rios e poços, além do aumento expressivo dos focos de calor no início do período seco”, explicou.
Para o coordenador de Clima e Serviços Ambientais da Sema, Diego Furtado, o compartilhamento de informações entre os órgãos é fundamental para orientar as decisões e reduzir os impactos sobre a população e o meio ambiente.
Sobre o PPCDAP
Coordenado pela Sema, o PPCDAP reúne ações previstas até 2030 para reduzir o desmatamento, as queimadas e os incêndios florestais no Amapá. O plano contempla monitoramento ambiental, regularização de propriedades, ordenamento fundiário, produção sustentável e conscientização da sociedade.
*Redação – Portal Amapá News / Foto: Alexandra Flexa/Sema



