Sebrae Digital Connect encerra 3ª edição com debate sobre impactos da IA nos negócios



A inteligência artificial já deixou de ser apenas uma tendência para fazer parte da rotina de empresas, profissionais e consumidores. Como lidar com essa transformação sem deixar de lado estratégia, criatividade e pensamento crítico foi uma das principais discussões da terceira edição do Sebrae Digital Connect 2026, realizada em Macapá.
O evento terminou nesta quinta-feira (1º), após uma programação de palestras e oficinas sobre inteligência artificial, marketing digital e as mudanças provocadas pela tecnologia no ambiente de negócios.



Um dos palestrantes da noite, o estrategista de marketing Rapha Falcão discutiu como a inteligência artificial vem alterando a comunicação entre empresas e consumidores. Na palestra “Marketing na Era da IA”, ele abordou mudanças na produção de conteúdo, nas estratégias digitais e na forma como as marcas buscam alcançar seus públicos.
A discussão ocorre em um momento em que ferramentas de IA generativa passaram a ocupar espaço em diferentes etapas do trabalho de comunicação e marketing, da criação de textos e imagens à análise de dados e automação de tarefas.
Pensamento crítico ganha importância
Se a inteligência artificial amplia as possibilidades de produção e análise, também aumenta a necessidade de avaliar com cuidado as informações e respostas produzidas por essas ferramentas.
Esse foi o ponto central da participação da futurista e escritora Martha Gabriel, que apresentou a palestra “Pensamento Crítico: o superpoder na era da IA”.
A discussão chamou atenção para uma questão que acompanha a popularização da inteligência artificial: ter acesso a ferramentas capazes de produzir respostas em poucos segundos não elimina a necessidade de avaliar fontes, identificar erros, compreender contextos e decidir quando — e como — utilizar a tecnologia.
Nesse cenário, o pensamento crítico passa a ter peso ainda maior. A capacidade de questionar resultados e fazer escolhas deixa de ser apenas uma competência profissional e se torna parte do próprio uso responsável da IA.
Da teoria para a rotina dos negócios
A programação também teve oficinas sobre tráfego pago e aplicação da inteligência artificial nos negócios. As atividades levaram para o campo prático parte das discussões apresentadas durante o encontro.
Mais do que apresentar novas ferramentas, a terceira edição do Digital Connect colocou em pauta uma questão que tende a acompanhar empresas e profissionais nos próximos anos: até onde automatizar e em quais momentos a análise humana continua indispensável?
Entre palestras, conversas e encontros, o evento terminou com uma constatação que ultrapassa o universo empresarial. À medida que a inteligência artificial se torna mais acessível, saber utilizar a tecnologia deixa de ser o único diferencial. Saber questionar, selecionar e decidir o que fazer com aquilo que ela produz também passa a fazer parte dessa transformação.
*Redação – Portal Amapá News / redes sociais – Sebrae Amapá



