Da captação à torneira: entenda como funciona o tratamento da água no Amapá




Antes de chegar às torneiras dos consumidores, a água percorre uma série de etapas que começam ainda na captação no rio. Na Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA), o processo passa pelo tratamento, armazenamento, análises de qualidade e distribuição pela rede até chegar aos imóveis atendidos.
O percurso começa com a captação da água bruta, que é conduzida até a Estação de Tratamento de Água (ETA). No local, são realizados procedimentos para remover impurezas, reduzir a presença de microrganismos e adequar as características da água aos padrões de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Etapas do tratamento
Dentro da ETA, cada fase desempenha uma função específica. O tratamento inclui coagulação e floculação, processos que ajudam a agrupar partículas presentes na água. Em seguida, ocorre a decantação, responsável pela separação desses materiais.
Depois, a água passa pela filtração, que retém partículas que ainda permanecem após as etapas anteriores. Na sequência, são realizados procedimentos de desinfecção e outros ajustes necessários para que a água tratada atenda aos parâmetros exigidos para o consumo humano.
Concluído o tratamento, a água é encaminhada aos reservatórios e, posteriormente, à rede de distribuição, percorrendo quilômetros de tubulações até chegar às residências e demais imóveis abastecidos pela concessionária.
Análises são feitas a cada duas horas
O controle da qualidade acompanha todo o processo. Amostras são coletadas em pontos definidos do sistema e submetidas a análises para verificar as características da água.
Entre os parâmetros monitorados estão aspectos físico-químicos e microbiológicos, como turbidez, cor, pH, cloro residual e indicadores relacionados à presença de microrganismos. As avaliações permitem verificar se a água permanece dentro dos padrões estabelecidos para o consumo humano e identificar eventuais alterações no tratamento.
Segundo a líder de produção de saneamento da CSA, Kessia Louzada, as análises nos laboratórios são realizadas a cada duas horas.
“A qualidade da água é resultado de um trabalho que começa na captação e continua durante todas as etapas do tratamento e da distribuição. Por isso, o acompanhamento é constante. As análises são realizadas a cada duas horas e nos ajudam a verificar as condições da água e a garantir que ela siga dentro dos padrões estabelecidos para chegar com segurança aos nossos clientes”, explica.
Monitoramento continua na rede de distribuição
O acompanhamento não termina quando a água deixa a estação. Após o tratamento e as análises, o recurso segue para os reservatórios e para a rede de distribuição, onde diferentes pontos do sistema também são monitorados.
O objetivo é verificar se as características da água são preservadas durante o percurso até os consumidores. Dessa forma, o controle abrange desde a captação da água bruta até a distribuição final.
A legislação brasileira determina que a água destinada ao consumo humano seja submetida a procedimentos de controle e vigilância da qualidade. Os parâmetros e padrões de potabilidade são definidos pelo Ministério da Saúde, conforme o Anexo XX da Portaria de Consolidação GM/MS nº 5/2017, atualizado pelas Portarias GM/MS nº 888/2021 e nº 2.472/2021.
Da captação no manancial às análises realizadas durante o tratamento e ao monitoramento da rede de distribuição, o abastecimento envolve uma cadeia de procedimentos para que a água chegue aos consumidores dentro dos padrões de potabilidade.
*Redação – Portal Amapá News
