Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na costa do Amapá


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a avançar com a perfuração de três novos poços exploratórios na costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas. A informação foi repassada pela diretoria da estatal ao presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho, nesta sexta-feira, 4 de setembro.
Denominados Manga, PAD-Morpho e Crotalus, os novos alvos integram o bloco FZA-M-59 e estavam previstos como contingentes ao Morpho, primeiro poço perfurado pela Petrobras na região. Com a autorização, a empresa poderá ampliar a campanha exploratória e aprofundar os estudos sobre o potencial petrolífero da área.
A perfuração do Morpho identificou hidrocarbonetos em águas ultraprofundas, a aproximadamente 175 quilômetros da costa amapaense. O resultado foi considerado relevante pela Petrobras, mas ainda não representa a confirmação de uma reserva comercial.
Novas perfurações serão necessárias para determinar a extensão da ocorrência, estimar o volume dos reservatórios e avaliar se uma futura produção seria técnica e economicamente viável.
Exploração entra em nova etapa
A licença ambiental anterior permitia a perfuração do Morpho. A inclusão dos três poços contingentes ainda passava por análise do Ibama e chegou a ser alvo de pedidos de esclarecimentos apresentados pelo Ministério Público Federal.
Com a nova autorização, a Petrobras poderá investigar a continuidade da ocorrência identificada no Morpho e analisar outras estruturas geológicas de interesse no bloco FZA-M-59. Os resultados deverão orientar os próximos passos da exploração na Margem Equatorial.
Para o presidente da Agência Amapá, a decisão amplia as perspectivas de investimentos no setor de petróleo e gás no estado.

“A autorização para esses três poços contingentes demonstra que o trabalho exploratório está avançando e coloca o Amapá no centro de uma das áreas com maior expectativa para o setor de petróleo no Brasil”, afirmou Wandenberg Pitaluga.
Possíveis impactos para o Amapá
Caso os estudos confirmem reservas comercialmente viáveis, a exploração poderá criar demanda por serviços especializados, logística, infraestrutura portuária e apoio às operações em alto-mar. A atividade também poderá gerar empregos, novos negócios e impactos futuros na arrecadação estadual e municipal.
Uma eventual produção de petróleo, no entanto, ainda dependerá da conclusão das pesquisas, da apresentação de planos de desenvolvimento e da obtenção de novas autorizações ambientais e regulatórias.
*Redação – Portal Amapá News / Agência Amapá


