“Comigo, facção não tem vez”, afirma Clécio durante entrevista à TV Amapá


O governador do Amapá e candidato à reeleição, Clécio Luís, colocou o enfrentamento ao crime organizado entre os principais temas da entrevista concedida nesta terça-feira (15) ao Jornal do Amapá 1ª Edição, da TV Amapá.
“Comigo, facção não tem vez”, declarou Clécio ao defender o fortalecimento das ações de inteligência, o uso de tecnologia e o combate às estruturas financeiras das organizações criminosas.
Segundo os dados apresentados pelo governador, o Amapá registrou cerca de 400 mortes violentas no primeiro ano da atual gestão. O número teria caído para 226 e, posteriormente, para 206. Em 2026, foram contabilizados 138 casos até o período mencionado na entrevista.
Clécio também afirmou que os roubos tiveram redução de aproximadamente 70%. Entre as medidas adotadas, citou a convocação de novos integrantes das forças de segurança, aquisição de viaturas e armamentos, investimentos em tecnologia e a transferência de lideranças criminosas para presídios federais.

“O investimento maciço em tecnologia e inovação colocou o nosso serviço de inteligência à frente das ações das facções criminosas”, afirmou.
Emprego e novos investimentos
Na área econômica, Clécio disse que pretende ampliar a participação da iniciativa privada na geração de emprego e renda. Bioeconomia, logística portuária, indústria, turismo e a futura cadeia de petróleo e gás foram apontados como setores estratégicos.
O governador mencionou os investimentos no Porto de Santana, a implantação de novos terminais privados, a instalação da primeira fábrica de motocicletas elétricas do estado e a atração de uma fábrica de cimento para Santana.
Para Clécio, o fortalecimento da segurança pública também contribui para melhorar o ambiente de negócios e ampliar a capacidade do Amapá de receber novos empreendimentos.
Qualificação para a cadeia do petróleo
A preparação dos trabalhadores para as oportunidades previstas nos próximos anos também foi abordada. Segundo Clécio, a expansão dos setores de logística, indústria, bioeconomia, petróleo e gás exigirá mão de obra qualificada no estado.
O governador afirmou que mantém diálogo com a Petrobras e a Transpetro e defendeu prioridade para trabalhadores e fornecedores amapaenses nas contratações relacionadas à futura cadeia do petróleo.
Ao falar sobre a Margem Equatorial, Clécio voltou a defender a criação de um Fundo Soberano Estadual. A proposta prevê reservar parte das futuras receitas de royalties e participações especiais para investimentos em infraestrutura, preservação ambiental e pesquisas voltadas à bioeconomia.
Hospitais e obras estruturantes
Questionado sobre o andamento das obras públicas, Clécio afirmou que a gestão priorizou projetos estruturantes e de maior complexidade. Segundo ele, seis unidades e estruturas de saúde foram entregues em três anos e meio.
Entre os investimentos citados estão unidades no Oiapoque, Tartarugalzinho e Santana, além do Hospital da Criança e do Adolescente e do Centro de Radioterapia.
Clécio também mencionou as obras do novo hospital de Porto Grande, do Hospital de Emergência de Macapá, a intervenção na área do Aturiá e a fase final da revitalização do Teatro das Bacabeiras.
“Mesmo em campanha eleitoral, eu não vou acelerar o ritmo de forma irresponsável só por causa da eleição”, declarou.
Aplicação da Amprev no Banco Master
A aplicação de recursos da Amapá Previdência (Amprev) no Banco Master também foi tema da entrevista. Clécio afirmou que a decisão foi aprovada por um comitê independente e que, na época da operação, a instituição financeira estava autorizada pelo Banco Central a receber recursos previdenciários.
Segundo o governador, parte do dinheiro já foi recuperada. Ele também declarou que o patrimônio líquido da Amprev passou de R$ 6,4 bilhões para R$ 9,6 bilhões, com expectativa de alcançar R$ 10 bilhões até o fim de 2026.
Serviços públicos pelo celular
Clécio também apresentou a proposta de expansão do Super Fácil Digital. A plataforma deverá concentrar serviços como emissão de documentos, solicitação de benefícios e acesso a atendimentos de saúde.
De acordo com o governador, as unidades presenciais continuarão funcionando nos municípios, especialmente para atender pessoas que enfrentam dificuldades de acesso à internet ou às ferramentas digitais.
*Redação – Portal Amapá News



