Justiça

Ministério Público do Amapá deflagra Operação Gabarito em concurso realizado em Mazagão

Operação realizada pelo MP-AP e forças de segurança cumpriu nove mandados de busca e apreensão para investigar suposta fraude em concurso da Prefeitura de Mazagão

No final da tarde de domingo (26), o Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-AP), do Núcleo de Investigação (NIMP) e do Gabinete Militar da instituição, com apoio do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e da Polícia Militar do Amapá (PM/AP), deflagrou a “Operação Gabarito” para dar cumprimento a nove mandatos de busca e apreensão em Mazagão. O objetivo é apurar suposta fraude no Concurso Público da Prefeitura Municipal.

A investigação foi iniciada com o intercâmbio de informações junto à Superintendência da Polícia Federal no Amapá (SR/PF/AP) que, após diligências in loco , apurou que diversos indivíduos — incluindo gestores da Prefeitura de Mazagão — se reuniram de maneira ordenada para ocorrência fraudulenta ou certa, ocorrida na manhã e tarde deste domingo (26).

As apurações iniciais indicam que os investigados previstos articularam a venda do gabarito das provas de todas as cargas para pessoas vinculadas a eles, por valores que variaram de R$10.000,00 até R$30.000,00, a depender da carga almejada.

Durante o cumprimento dos mandatos, foram apreendidos aparelhos celulares e anotações que corroboram esta ministerial. Com efeito, as investigações serão obrigatórias para confirmar a participação, a repartição de cargos e os valores auferidos com as práticas delituosas dos suspeitos.

Os investigados, em caso de comprovação de crimes de associação criminosa e de compromisso de indenização de certame seletivo, poderão ser condenados a penas que superam nove anos de reclusão.

“A Operação Gabarito evidencia a atuação integrada das instituições de perseguição penal no enfrentamento à criminalidade organizada e reafirma o compromisso do MP-AP com a defesa da ordem jurídica, da transparência administrativa e da igualdade de oportunidades, a fim de proteger a proteção dos processos seletivos de acesso às cargas públicas”, afirmou a promotora de justiça e coordenadora do Gaeco, Andréa Guedes.

Fonte: GAECO/MP-AP

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